
26/08/2007 13:21
Vamos dar continuidade àquelas perguntas que os céticos costumam fazer sobre a fé cristã. Vamos a segunda pergunta mais comum.
O NOVO TESTAMENTO NÃO SOFREU ALTERAÇÕES NAS RECOPIAGENS ATRAVÉS DOS TEMPOS?
Uma opinião errônea, muito comum, é que os textos da Bíblia não chegaram a nós da maneira como foram escritos originalmente. Há muitas acusações contra monges zelosos alterando o texto bíblico no decurso da história da Igreja. Este problema é de extrema importância, visto que um texto modificado produz grande dano à credibilidade do relato.
Como diz F.F. Bruce: "A posição histórica definitiva do cristianismo, que o distingue de outras religiões filosóficas não especialmente relacionadas com alguma época particular, gera confiança nos seus escritos, o que faz do registro desta revelação, um assunto de suma importância" (The New Testament Documents: Are They Reliable? – "Os Documentos do NT são confiáveis?" – p 8).
Felizmente, o problema não está na falta de evidência. Há três tipos diferentes de evidência a serem usados na avaliação do texto do Novo Testamento. São os manuscritos gregos, as várias versões nas quais o Novo Testamento é traduzido e os escritos dos pais da Igreja.
Originalmente o Novo Testamento foi redigido na língua grega. Existem aproximadamente 5.500 cópias que contém todo ou parte do Novo Testamento. Contudo nós não temos os originais. As cópias existentes datam, dos primórdios.
O Novo Testamento foi escrito entre 50 ªD. a 90 ªD., aproximadamente. O fragmento mais antigo data de 120 ªD. juntamente com outros 50 fragmentos datados entre 150 a 200 anos desde a época da redação do Novo Testamento.
Uma cópia completa de manuscritos importantes, Codex Vaticanus (325 ªD.) e Codex Sinaiticus (350 ªD.), data de 250 anos depois da redação original. Isto parece um longo espaço de tempo, mas é mínimo comparado com a maioria das obras antigas.
A cópia mais antiga de As Guerras Púnicas de César data de 1.000 anos após ter sido escrita, e a primeira cópia completa da Odisséia de Homero, 2.200 anos após sua redação. Quando se compara o intervalo entre a redação do Novo Testamento e as primeiras cópias com outras obras antigas, o Novo Testamento prova estar mais próximo à época do original.
As 5.500 cópias são sem dúvida o máximo que temos de qualquer obra antiga. Muitos escritos antigos têm sido transmitidos a nós somente através de um punhado de manuscritos (Catulo – 3 cópias; a mais antiga é de 1.600 anos após ter sido escrita; Heródoto – 8 cópias de 1.300 anos).
Os documentos do Novo Testamento não somente têm mais prova em manuscrito e menor intervalo de tempo entre a redação e a primeira cópia, como também foram traduzidos para várias línguas muito cedo. A tradução de um documento para outra língua era rara no mundo antigo, e isto pesa a favor do Novo Testamento.
O número de cópias das versões excede 18.000, chegando a possivelmente 25.000. Isto é uma prova adicional que nos ajuda a verificar o texto do Novo Testamento.
Mesmo se nós não possuíssemos os 5.500 manuscritos gregos ou as 18.000 versões, o texto do Novo Testamento poderia ser reproduzido nos de 250 anos a partir da sua redação. Como? Pelos escritos dos primeiros cristãos – comentários, cartas, etc.; estes citam o texto bíblico, dando-nos por conseguinte outra prova da autenticidade do texto do Novo Testamento.
John Burgon catalogou mais de 86.000 citações dos pais da Igreja primitiva sobre diferentes partes do Novo Testamento. Assim observamos que há muito mais evidências para a integridade do Novo Testamento que quaisquer outros textos do mundo antigo.
F.F. Bruce faz a seguinte observação: "A prova para nossos textos do Novo Testamento é muitíssimo maior que a prova para muitos escritos de autores clássicos, cuja autenticidade ninguém sonha em questionar".
Ele também afirma: "E se o Novo Testamento fosse uma coletânea de textos seculares, sua autenticidade seria considerada publicamente como fora de qualquer dúvida" (The New Testament Documents: Are They Reliable? P 15).
Sir Frederic Kenyon, ex-diretor e bibliotecário-chefe do Museu Britânico, foi um dos principais especialistas em manuscritos antigos e sua autenticidade. Pouco antes de sua morte, ele escreveu com relação ao Novo Testamento:
"O intervalo entre as datas da redação original (Novo Testamento) e a primeira prova existente torna-se tão pequeno que pode, de fato, ser negligenciado e o último argumento para qualquer dúvida de que as Escrituras chegaram até nós realmente como foram escritos foi removido. Tanto a autenticidade como a integridade geral dos livros do Novo Testamento podem ser consideradas como finalmente estabelecidas" (The Bible and Archeology, pp 288-890.
Na próxima postagem, falaremos sobre a pergunta número 3: COMO ALGUÉM PODE ACREDITAR QUE O NOVO TESTAMENTO RELATA A VIDA DE JESUS, SE FOI ESCRITO BEM APÓS SUA MORTE? Até lá.
Senhor meu Deus e meu Pai, abençoa cada internauta que por aqui passar. Que possa ler com atenção, refletir e escolher o melhor caminho, aquele que leva a Ti. Livra os internautas do homem violento e sanguinário, das balas perdidas, da violência da rua e do trânsito em nome de Jesus, Seu Filho Unigênito eu oro. Amém.
A PAZ DO Senhor a todos.

enviada por Edi Suely
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